10 outubro 2012

O “Fervedouro” de água borbulhante






Um grande poço de águas cristalinas, formado por uma nascente. Ao centro, um olho jorra uma mistura de água e areia em grande quantidade e forte pressão. A profundidade não é conhecida, mas nada ali afunda devido a chamada pressão hidrostática. O lençol freático tem como barreira uma rocha impermeável e, quando encontra uma rota de fuga cospe a água como um vulcão. A água misturada com a arreia tem alta densidade e que, somado ao fluxo intenso, impedem que qualquer forasteiro, seja ele gordo ou magro, alto ou baixo, de romper a barreira invisível. Invariavelmente, quem tenta é empurrado para a superfície.


O fenômeno natural conhecido como ressurgência, no estado do Tocantins foi apelidado de Fervedouro. A ressurgência mais conhecida e visitada está a 45 quilômetros de Mateiros, uma pequena cidade no coração do Parque Estadual do Jalapão. A água é morna, mas está longe de atingir altas temperaturas.

Mas os moradores da região estão certo quanto ao apelido. De acordo com o dicionário Aurélio, Fervedouro significa “movimento semelhante ao de um líquido a ferver; agitação”.

Natureza delicada, os fervedouros tem limite de visitantes

E a primeira impressão é exatamente essa: um caldeirão de água borbulhante, rodeado de bananeiras, buritis e mata de galeria.


Peixe Solto: Um dos melhores “Programas de Índio” que já vivi. Com amigas, com o marido ou a trabalho, o Fervedouro vale cada minuto da longa viagem.

A melhor época, apesar do calor sufocante e da poeira, é entre maio e setembro. Você pode conhecer as ressurgências e outros atrativos do Jalapão a partir de Palmas, capital do Tocantins. 

Para quem curte um “off road”, não tem lugar melhor. Mas é necessário planejar a viagem, a região ainda tem pouca estrutura para receber os aventureiros.

Postado no blog Peixe Solto em 09/10/2012
Imagens  2, 3 e 4 de cima para baixo inseridas por mim


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