14 abril 2013

Pelo amor ou pela Dor...



Rodrigo Fontana França


Sempre que algum indivíduo ou alguma nação se mostrem irresponsáveis a ponto de ameaçar a vida e a incolumidade física dos demais cidadãos da Terra, se faz necessário acendermos um sinal de alerta. Na medida em que a sociedade vai atingindo uma maior maturidade, há determinadas atitudes que não podem mais ser aceitas, nem sequer a nível meramente retórico.

Independentemente da nossa posição geográfica, credo, ideologias políticas, cor da pele, etc., o que nos une é muito mais forte do que aquilo que nos separa. Os simples fatos de sermos todos humanos, de partilharmos o mesmo planeta e de termos em comum o firme propósito de progredirmos, já nos credencia a percebermos que qualquer ameaça a quem quer que seja tende a nos enfraquecer e lança uma nódoa sobre cada um de nós.

Quaisquer divergências podem – e devem – sempre ser dirimidas de forma cordata, sem que seja necessário sequer cogitar a adoção de medidas extremas e de grande potencial destruidor. Há pouca valia em que alguns poucos pensem em crescer e se desenvolver sobre a ruína dos demais.

Enquanto miramos em nosso íntimo um mundo cada vez mais pacífico e harmônico, os noticiários internacionais insistem em noticiar sucessivas ameaças advindas de diversos pontos do globo. Curiosamente, no mais das vezes deixamos de dar a devida atenção a esses fatos por julgarmos que estamos protegidos e que se trata de algo muito distante da nossa realidade, que dificilmente teria algum reflexo em nosso dia-a-dia.

É preciso tomarmos consciência de que quaisquer ameaças de beligerância atingem de pronto a cada um de nós e certamente trará reflexos negativos em nosso dia-a-dia, tais como, por exemplo, o tolhimento – ainda que parcial – de nossas liberdades públicas.

Aqui na Terra estamos todos conectados uns aos outros. Enquanto as más tendências ainda tiverem espaço em nossas vidas, enquanto houver focos de ódio, inveja e incompreensão em nosso íntimo, enquanto não nos dispusermos a sermos a todo instante agenciadores do bem, lamentavelmente estaremos contribuindo para fortalecer esses bolsões de ódio e intolerância que tomam vulto em determinadas situações.

Os Espíritas – e as pessoas de bem de um modo geral – não podem admitir em hipótese alguma a intolerância e os desvios morais. Por mais paradoxal que isso possa parecer, a única coisa que não podemos tolerar é a própria intolerância. Devemos ter consciência do grande poder transformador que guardamos em nossas atitudes, e da responsabilidade que temos em nosso agir, pensar e falar.

As grandes transformações podem ocorrer pelo amor ou pela dor. Não há sentido nos mantermos inertes ante ameaças descabidas de imposição de dor a toda a humanidade. A revolução pelo amor tem resultados muito mais efetivos, posto que assentada em bases sólidas e perenes. Devemos aprender a seguir o exemplo recente de Gandhi, que soube fazer uma imensa e profunda revolução política exclusivamente pelo amor, sem causar qualquer malefício quem quer que fosse.

Se incutirmos em nossas mentes esse fato de que mesmo as nossas pequenas atitudes podem contribuir para fomentar essa corrente do bem que tanto buscamos para o melhoramento da humanidade e que, no outro extremo, o ódio e as más tendências que eventualmente tenhamos também se aglutinam e formam bolsões vibracionais negativos, certamente procuraremos minimizar e extirpar essas más tendências de pronto.

Uma vez reconhecida a responsabilidade que cada um de nós possuímos (ainda que de forma mínima) sobre as instabilidades sociais, o segundo passo a ser dado é o de passarmos a mentalizar e agir exclusivamente e a todo instante no sentido do bem e do equilíbrio. A humanidade agradece!

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