11 maio 2013

Homenagem às Mães


Quantas vezes nos envolveu em seus braços?
Chorou conosco nas conquistas e perdas?
Esteve ao nosso lado nos dias de dúvidas e receios?
E quantas vezes sofreu diante das nossas ofensas?
Mas nunca deixou de nos amar! E de nos amar mesmo sabendo das nossas incontáveis imperfeições.
E tudo porque acreditava plenamente na nossa transformação moral.

Atravessaria oceanos e céus para nos socorrer.

Viveria no fogo se isso significasse a paz em nossa vida.

Mãe...

Modernas de laptop na mão...

Ou à moda antiga na beira do fogão.

Sabendo tudo das modernas tecnologias ou, meu Deus, perguntando pela milésima vez como se liga determinado aparelho...

Não importa, será sempre doutorada em sentimento!

Mãe...

É aquela que irá sempre nos considerar a pessoa mais bela sem nem se preocupar se a realidade for outra...

Mãe...

Quantas vezes perdeu a paciência, fez uso do chinelo e depois se arrependeu? 

Mas também fez uso do abraço quando nos viu fragilizados perante a dor.

Mãe...

Cujas mãos são as que demonstram firmeza durante nossas travessuras e também acariciam a nossa face.

Que foi nossa cúmplice em muitos momentos. E também a juíza a cobrar responsabilidade.

Que nos fez passar vergonha porque mexia nas nossas coisas, investigava os amigos e se transformava em xerife se algo estivesse errado.

Mas também foi o anjo guardião que nos livrou de muitas ciladas, que esteve sempre por perto quando ficávamos doentes.

Mãe... Realmente algo inexplicável!

Parece sentir nossas aflições mesmo à distância.

Compreender que algo está estranho mesmo no nosso silêncio. 

Que não se cansa de nos considerar seus eternos bebês e sempre repete se não esquecemos a blusa ou o guarda chuva. 

Reclama do volume do rádio e esconde as lágrimas quando nos observa e percebe que o tempo passou rápido demais... 

Sentir saudade da troca de fralda, argh, realmente só uma mãe!

Ainda é capaz de sentir o cheirinho de neném e fazer um escândalo se outro for o cheiro... 

De ainda se emocionar ao relembrar quando nos viu pela primeira vez, mesmo que a aparência não fosse das melhores... 

Sentir a mesma angústia diante dos nossos primeiros machucados...

O desespero no corredor do hospital... 

O receio diante do tratamento demorado... 

Mas também a emoção das primeiras e indecifráveis palavras pronunciadas...

Ah, lembranças que nenhum tempo apaga...

Mãe...

É conhecer o inferno diante do sofrimento do filho. 

É se sacrificar pela sua alegria.

É sair para o serviço deixando o coração a pulsar em outro lugar...

Ah, mãe... 

E quem disse que mãe só pode ser aquela que gerou? 

É porque realmente não compreende o que venha significar ser mãe...

Mãe é Amor!

E o amor não se escolhe, se sente! 

Mãe é quem ama, protege, acolhe, educa e vive! 

Mãe é aquela que doa a sua vida pelo filho que veio da barriga ou pelas mãos do mundo.

Mãe não desanima nunca! 

Não abandona quando o filho necessita de punição pelos seus erros. 

Mãe sempre estende a mão e o primeiro sorriso e os demais também.

Tem insegurança, mas é uma grande guerreira! 

Não se intimida com a deficiência de um filho, enxerga-o com o mesmo amor. 

Ah, Mãe é aquela que faz as comidas que mais amamos. 

Ou que finge não ouvir quando reclamos e insultamos.

É aquela que trabalha arduamente em casa ou na rua, compra o tão sonhado presente e depois mais se esforça para poder pagar as prestações. 

Ou sofre por não ter condições de realizar nossos sonhos, mas compensa com o maior dos presentes: Amor! 

Amor que não tem preço!

E é eterno, mesmo quando as mãos estão trêmulas, os cabelos brancos, a memória e os movimentos não são mais os mesmos...

Ah, mas o coração, esse é o mesmo: coração de mãe!

Anjo que o Pai em sua sabedoria colocou em nossas vidas para nos amparar. 

E anjo que permanece ao nosso lado, bem mais próximo do que pensamos! 

Porque talvez o físico não esteja mais presente... mas quem disse que o amor termina?

Ih, não entende nada! 

O amor rompe qualquer barreira! 

É invencível, imutável e eterno!

Mãe!

Não apenas no retrato antigo que causa saudade...

Mas no sentimento que fica no coração!

Se os cabelos não podem mais ser acariciados, o Espírito pode sempre ser abraçado!

Mãe permanece viva onde quer se encontre.

E não duvide que ainda conservando o mesmo zelo pelo seu filho.

O amor de mãe é eterno!

Então, parabéns a todas essas guerreiras tão especiais!

Que nos fazem acreditar na esperança, na fé e em dias melhores.

Porque todas elas, que geram ou criam, que se foram, ou que sofreram as perdas, são eternas flores que enfeitam a estrada por onde quer que nosso Espírito passe.

São as rosas mais belas!

Que nos auxiliam a vencer os espinhos.

E as rosas jamais perdem a sua beleza ou morrem!

Renascem a todo instante e permanecem a exalar o perfume do amor.

Porque o amor, ah, o amor é eterno.

Assim, como uma mãe...

Parabéns a todas as Mães! 

Sonia Carvalho

 




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