14 agosto 2014

Feng Shui : harmonia dos elementos



A sabedoria chinesa revela que a harmonia depende de oito aspectos da vida: trabalho, espiritualidade, família, prosperidade, sucesso, relacionamentos, criatividade e amigos. Todos eles fazem parte do ba-guá, figura geométrica que é a base do Feng Shui, a milenar técnica de harmonização de ambientes.


O Feng Shui, estuda e procura ativar as áreas e energias que circulam e existem em nossa casa, em todos esses aspectos.




O Feng Shui é uma corrente de pensamento analítico com tradição de mais de 4000 anos. 

Constatando que certos tipos de vibrações presentes no ambiente e em seu entorno poderiam agir de modo benéfico para o corpo e a mente, enquanto que outros tipos tenderiam a ser prejudiciais, supostamente compreenderam a importância de estudar como situar as edificações, móveis e objetos da maneira mais adequada para favorecer seus usuários, segundo esta interpretação da natureza.

Segundo as ideias pregadas pelo Feng Shui, quando as pessoas buscam este equilíbrio com as forças benéficas da Natureza, podem gozar de saúde, boa sorte e prosperidade.

Quando as ignoram e se alinham com influências nocivas, podem experimentar dificuldades e obstáculos que podem se expressar como doenças, má sorte ou indisposição. Claro está que tais sentenças fazem parte desta crença e não são de forma alguma endossadas pela ciência.

Os mestres taoístas que desenvolveram esta arte, não utilizavam-na isoladamente: consideravam-na mais um instrumento de equilíbrio a ser utilizado em conjunto com outras práticas articuladas à Medicina tradicional chinesa, como a acupuntura, a meditação, e o Tai Chi Chuan.

O primeiro objetivo do Feng Shui é guardar e preservar as boas influências disponíveis no lugar de modo a permitir que permaneçam e se distribuam suavemente pela edificação.

O segundo objetivo é reduzir os efeitos negativos das diversas influências nocivas ao local, presentes na sua construção ou frutos das alterações em seu entorno.

O terceiro objetivo é implementar “curas” que possam produzir resultados em termos de saúde, bem-estar e harmonia para os moradores ou usuários do espaço tratado. Isto pode ser conseguido estimulando as características do espaço benéficas para as pessoas que habitam este local – através das alterações arquitetônicas ou da forma, da cor, e do posicionamento dos objetos presentes no local.

O aspecto visível se refere a tudo que podemos ver, as diversas formas que estruturam cada espaço e as relações aparentes entre elas.

Sua observação poderia indicar o que está errado num determinado ambiente, por exemplo, os ensinamentos do Feng Shui relatam que seria nocivo: a porta principal alinhada com a porta dos fundos; a escada alinhada à porta de entrada; ou objetos pontiagudos ou de aparência desagradável na direção de portas ou janelas.

Estas características são relativamente fáceis de remediar, segundo os consultores, com freqüência o tratamento conduz a resultados efetivos.

Os aspectos invisíveis são considerados pelos praticantes desta arte até mesmo mais importantes que os aspectos visíveis. 

Somente os métodos mais elaborados do Feng Shui são capazes de detectar as “influências invisíveis” de uma edificação. 

Estas características supostamente explicam porque intuitivamente sentimos alguns ambientes ou locais como “ruins” e outros como “bons”.

Como o invisível supostamente não poderia ser percebido diretamente pelos sentidos, seu estudo é realizado através de cálculos matemáticos que descrevem o campo eletromagnético existente num determinado espaço, situando-o em relação à planta do local ou edificação que está sendo trabalhado.

Nenhuma evidência empírica ou mesmo qualquer publicação em revistas científicas indexadas foi realizada. Ela se baseia puramente em validações subjetivas, que podem ser substituídas por explicações prosaicas muito mais robustas.

Existem ainda muitos charlatães, que deturpam conceitos científicos bem estabelecidos como energia e trabalho para enganar e iludir crédulos.

Os antigos mestres chineses de Feng Shui procuravam entender e tratar as influências vibracionais sutis que atuam sobre um determinado espaço fundamentados na observação da Natureza e numa experimentação que combina elementos de diversas áreas do conhecimento da cultura chinesa tradicional. Entre estes elementos encontramos muitas referências da Matemática e da Astronomia, além da Arquitetura.

A partir da aplicação do ba-guá sobre a planta baixa de uma residência, é possível compreender onde estão localizados os setores e, assim, ativá-los para melhorar o fluxo de energia.


Apesar de o nome ser bastante conhecido quando se fala em Feng Shui, poucos sabem o que o ba-guá realmente significa.

Trata-se de um instrumento de oito lados utilizado para diagnosticar os setores da casa, conhecidos como guás, e, assim, delimitar cada uma das áreas a ser trabalhada pela técnica chinesa de harmonização de espaços.



Nem sempre a edificação permite o posicionamento correto do ba-guá, ou seja, com a porta de entrada da casa coincidindo com o setor do Trabalho. Nesse caso, é válida a orientação de um consultor, que melhor saberá alocar o octógono.

Contudo, algumas dicas podem ser seguidas em casos de imóveis dúplex, com elevador de acesso localizado no centro da construção e quando há jardins e áreas com espaços negativos. 

Para imóveis com dois andares, por exemplo, a aplicação do ba-guá deve ser feita de forma individual, ou seja, em cima da planta de cada um dos andares, seguindo o princípio básico de coincidir a porta de entrada com o setor do Trabalho.

Entretanto, na parte superior, convém fazer o alinhamento com o acesso da escada, e não com a porta social do andar.

Quando o elevador está no centro do apartamento, o guá do Trabalho deve seguir o alinhamento da parede na qual está a porta do hall. Dessa forma, ele ficará atrás desse cômodo.

Já em ambientes com espaços negativos (arquitetura irregular, sem todos os guás à vista), o procedimento é o mesmo: o Trabalho coincidindo com a porta de entrada.

Nessas situações, o importante a fazer é recorrer à cura adequada para compensar o mau posicionamento do ba-guá: geralmente, o uso de espelhos e móveis. 

Os setores e seus significados

São oito as áreas que formam o ba-guá e, juntas, levam a uma nona representação: a da Saúde. Cada qual tem sua característica e associação. Confira.


Família

Associado ao elemento Madeira, ele traz a força da natureza que se move para cima, como uma árvore em crescimento. O conceito remete à proteção e à sabedoria dos ancestrais, ao núcleo acolhedor da família e ao conceito de hierarquia no trabalho.

Uma maneira de abstraí-lo é associá-lo à primavera – tempo de renovação e renascimento, quando a natureza mostra exuberância, para se retrair no inverno. Sugere a importância da proteção da família em nossos recomeços. 

Guá complementar: Criatividade, que fala das crianças e da prole, lembrando a importância de passarmos o aprendizado. 

Como ativar: fotos de pessoas queridas são essenciais. Outras opções são usar cores verde e azul e móveis de madeira nas formas retangulares. 



Relacionamentos

O elemento Terra rege esse guá, numa relação com a receptividade, pois ela recebe a semente e a água. Sua energia é feminina e busca harmonia nas relações, sejam comerciais ou afetivas. 

Guá complementar: Espiritualidade, para lembrar que avaliar as atitudes e saber que os relacionamentos são resultado de nossa essência. 

Como ativar: o que remete ao amor são corações, fotos de casais ou objetos em par. Apesar de tratar também dos relacionamentos profissionais, o romance predomina e as cores são vermelha e rosa, além das formas quadradas que fortalecem as ligações.



Espiritualidade

Relacionado à meditação, à tranqüilidade e ao conhecimento, o guá da espiritualidade é representado pela cor azul, que sugere a introspecção na busca do conhecimento. 

Guá complementar: Relacionamentos, para lembrar que é necessário olhar para dentro de nós e, assim, melhorar o contato com o outro. 

Como ativar: imagens de santos, deuses e mestres incentivam esta área, ligada ao aprendizado. Abuse da terra em objetos vindos do solo como as cerâmicas, formas quadradas e os tons lilás e azul também equilibram o guá. 




Criatividade 


Tem como elemento o Metal e está ligado à renovação e à criação, trazendo a energia da curiosidade e a alegria infantil. Por isso, também fala das crianças. 

Tudo o que criamos e projetamos está ligado a esse setor, em que o Metal permite ser moldado da maneira que a criatividade manda. 

Guá complementar: Família, relembrando que nossas criações são resultado do que carregamos de aprendizado, de nossa história e dos antepassados. 

Como ativar: realce os aspectos lúdicos e artísticos. Artesanato e brinquedos casam com esta área que remete aos filhos, e formas arredondadas e orgânicas conduzem ao exercício da criatividade.



Prosperidade

O elemento é a Madeira e está relacionada à boa sorte. Essa designação também é associada à saúde e às relações interpessoais. Ou seja, a prosperidade é entendida como harmonia. 

Guá complementar: Amigos. Quanto mais prosperidade, mais devemos dividi-la, para multiplicar seus efeitos. 

Como ativar: todos os símbolos de riqueza e fartura são bem-vindos. De moedas e cofres a grãos e alimentos, sejam em gravuras ou esculturas dão ideia de abundância. Vermelho, dourado, amarelo e as cores do Sucesso impulsionado pelo púrpura devem estar presentes. A Madeira traz continuidade por estar vinculada ao ciclo das plantas. 



Sucesso 

Ele é regido pelo elemento fogo, está ligado à iluminação, é simbolizado pela energia ativa do verão e é o guá em que mostramos o verdadeiro brilho interior. Para o Feng Shui, o reconhecimento público e a fama são consequências, e não causas do sucesso.

Guá complementar: Trabalho, para lembrar que não devemos nos afastar do caminho inicial, da jornada de aprendizado, por ser a fonte do sucesso. 

Como ativar: tudo ligado à luz e à energia. Pode ser reforçado pelo próprio fogo ou pelas representações, como as lâmpadas e as velas. Formas triangulares, que lembram labaredas, e cores quentes, do vermelho ao vinho, com toques de dourado e amarelo, são bem-vindas. 



Trabalho

O seu elemento é a água, que vence os obstáculos e tem força incontestável. Associado ao esforço e à persistência, esse setor possui uma poderosa massa central e é ligado à dedicação. 

Guá complementar: Sucesso, pois um está relacionado ao outro – não há sucesso sem trabalho. 

Como ativar: ligado à carreira, é um bom lugar para montar um escritório ou manter o computador. Utilize as representações de água e mar: peixes, aquários, vidros e espelhos, aliados ao preto das profundezas, ao azul-escuro do fundo e o verde-água das cristalinas ondas do mar. Formas irregulares e amorfas são fundamentais. 



Amigos

O elemento é o Metal e aponta que os amigos são verdadeiros tesouros e ensina que a filantropia deve fazer parte da vida, ou seja, a doação do que temos de melhor sem esperar nada em troca. 

Guá complementar: Prosperidade. Quanto mais nos doamos, mais prósperos somos. 

Como ativar: não é somente os colegas de trabalho que este guá se refere, mas às viagens e caminhos. Por isso, fotos e suvenires ativam o setor. Cinza, preto e branco, em formas arredondadas e ovaladas, despertam a serenidade e o entendimento com as pessoas queridas.



Saúde

O centro do ba-guá simboliza a unidade, de onde nasce o verdadeiro equilíbrio. essa área está diretamente ligada à saúde que é a harmonia em todos os aspectos da vida. Nele estão contidos o tudo e o nada, a ação e a reação, o motivo e a consequência. 

Como ativar: o centro e a estabilidade remetem imediatamente à Terra. Por isso, este setor é influenciado pelos materiais e tons terrosos, do amarelo ao marrom. as formas ideais para este ambiente são as planas e as retas, que também trazem segurança e direção.




Usando o feng shui !






















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