08 outubro 2014

Um pouco da obra e história política do candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul



O Sartori que José Ivo não mostra 

Na verdade, Sartori é um antigo quadro dirigente do PMDB gaúcho, já governou o Estado várias vezes e é responsável por escolhas que se revelaram desastrosas para o Rio Grande do Sul, como a renegociação da dívida realizada pelo governo Antônio Britto, as privatizações de empresas públicas, planos de demissão voluntaria de servidores públicos e o modelo de pedágios adotado por este mesmo governo. 

Sartori também esteve no governo com Pedro Simon e Germano Rigotto e é co-responsável, entre outras coisas, pela gestão de José Otávio Germano (PP) na Secretaria de Segurança Pública.

Em nenhum momento de sua propaganda eleitoral, Sartori faz referência a esses pontos de sua biografia política. 

Também esconde que apoiou o governo de Yeda Crusius que sucateou o Estado e arrochou os servidores públicos. Em que sentido ocultar a própria trajetória política, suas escolhas e responsabilidades quando esteve em governos, significa “fazer política com bom coração” ou “fazer política de um modo diferente”?

Também não é verdade que Sartori não é “anti-ninguém”. A sua propaganda eleitoral no primeiro turno produziu várias peças repetindo o mais rançoso discurso “anti-PT” reproduzido pela direita gaúcha.

O candidato do PMDB buscou com isso tirar votos da Ana Amélia repetindo o bordão “o único capaz de tirar o PT do poder”.

Mas ele não é o candidato do “bom coração” que “não é contra ninguém”? Não vai “unificar” e “pacificar” o Rio Grande que, supostamente, estaria em guerra? A julgar pela sua propaganda, a vontade política dos mais de 2 milhões de eleitores de Tarso Genro tem que ser “tirada do poder”.

Sartori é dirigente de um dos principais partidos do Rio Grande do Sul, que já governou o Estado várias vezes e tem responsabilidade por um conjunto de decisões políticas que foram tomadas nestes governos. 

Ele tem todo o direito de adotar a estratégia que quiser na campanha eleitoral, mas não tem o direito de ocultar a sua identidade e seu passado político do eleitorado, apresentando-se como representante do novo e da mudança. 

Não há nada mais atrasado e típico da “velha política” do que esse tipo de falsidade identitária e ideológica.

Postado no site RSurgente em 06/10/2014


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