05 agosto 2015

A delicadeza da verdadeira espiritualidade





Isha


No mundo espiritual, há tantas distrações, na parafernália, nas tradições e costumes, que com frequência a espiritualidade parece complexa e confusa quando, na realidade, é o oposto.

Desde a análise astrológica até o estudo de diferentes dimensões, preocupar-se com a cor da roupa que se está usando, com o ponto cardial no qual está sua casa, complicamos tudo. 

Inclusive empreendemos viagens à "Terra Sagrada", como se algo externo fosse mais importante que nossa experiência interna.

Ao terminar de cumprir com todos estes requisitos, percebemos que nos esquecemos da alegria e da beleza da vida.

A simplicidade é o selo distintivo da autêntica espiritualidade. A vida é simples, o amor é simples e a complexidade não faz mais que alimentar o intelecto.

Nunca me deixo de surpreender quanta importância colocamos na tradição. Pensamos que como as gerações anteriores faziam algo de certa maneira, esse comportamento é mais valioso, mais sagrado, mais justo. 

No entanto, só temos que olhar nossa vida pessoal para ver que os comportamentos repetitivos não são necessariamente benéficos. Teríamos que defender os benefícios de fumar um cigarro só porque o fizemos durante muitos anos? É tradicional! 

Este seguimento cego da tradição é particularmente fascinante para mim com respeito à espiritualidade. 



Muitos de nós escolhemos nossas crenças com base no que as gerações anteriores têm feito. No entanto, a espiritualidade é o crescimento, trata-se da evolução. 

Trata-se de deixar ir o que veio antes e abraçar uma nova percepção da realidade. Por outro lado, trata-se de descobrir a verdade dentro de nós mesmos e não de cumprir com o status quo. 

Talvez por isso tão poucos chegaram à realização espiritual; até em nossa busca pelo significado da vida, preferimos seguir o rebanho. Ainda que o coração comece a questionar o que estamos acostumados, muitas vezes optamos tomar outro caminho já conhecido. 

Acho que a tradição nos faz sentir seguros. Dá autoridade e peso a nossas convicções, mas estas são um pobre substituto da experiência. Quando você tiver uma experiência espiritual própria, não sentirá necessidade de convencer os outros de seu ponto de vista ou demonstrar a validade de sua descoberta interior. 


Na busca espiritual, não escolha o que lhe faz sentir cômodo ou seguro. Busque fora da caixa: dirija-se para a incerteza. Somente indo além do conhecido, você encontrará o almejado.


Postado no Somos Todos Um


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