30 setembro 2015

Sobre almas em extinção




Clara Baccarin

Se alcancei alguma glória nessa vida é a de sempre encontrar encantos, motivos que me despertam e instigam, acho que nunca soube o que é sentir tédio ou monotonia. Não me falta vontade, paixão, coragem. 

Com pesar, sinto que o que me falta é tempo. Por isso filtro sentimentos, gerencio importâncias, presto atenção nas levezas e esqueço os pesos. Por isso desenho a vida do meu jeito, do jeito que acho significativo. Por isso me demoro mais nos sorrisos e me entrego aos abraços apertados. 

Sei escolher com quem vou passar a tarde toda ao lado. Por isso, falo mais de poesia do que de política, tenho sempre ouvidos para amigos, sede para um bom vinho, coração para um amor bonito. 

Tenho sempre imaginação para me perder nos livros e lágrimas para me derramar nos filmes. Sempre tenho espaço para um bom papo, e um caminho longo de aprendizado e a noção de que o tempo é tão curto, porque das coisas que me interessam nesse mundo eu estou apenas engatinhando e talvez eu morra antes de começar a dar os primeiros passos.

Mas sigo tendo sempre um olhar que se perde nas esquinas esquecidas do mundo. E muita curiosidade e vontade de empatia pelas pessoas que não têm voz e vez. E uma alma que aprendeu a se inspirar como respirar.

Que a vida em essência é mais importante que todos os medos, que a vontade de vive-la genuinamente é mais forte que as preocupações com o futuro, que o respeito com as pessoas e com o nosso resistente planeja é maior do que a vontade de comprar, ganhar, consumir. 

Sinto que as almas que sabem viver e amar com sutileza estão em extinção, que pessoas de verdade não se encontram em qualquer bar, escritório, ponto de ônibus ou rede social. E que as forças sutis que movem meu coração se escondem (ou se revelam) num poema, numa flor, num olhar, num violão. 

E enquanto a força bruta, as diferenças, o consumismo, a ganância estiverem gritando nos meios de comunicação, as sutilezas continuarão a ocupar os lugares que só as almas atentas notam.

Sutilezas não batem à nossa porta, insistentemente, querendo entrar, elas pousam e voam.

Mas as sutilezas enchem a vida de encantos e estão em cada canto. As sutilezas são tantas e me protegem do tédio. Tornam a vida uma maravilha.

E pelos dias, eu ando tentando não esquecer que da vida o mais importante é viver, do sonho o mais importante é sonhar, do amor o mais importante é amar. 

E por perseguir sutilezas e ignorar importâncias talvez eu envelheça pobre e esquecida, mas sei que nunca morrerei de solidão ou monotonia. Pois meus olhos sofrem de excesso de graça e a vida é muito rara e vasta para perder o sentido.


Postado no Conti Outra


Como lidar com pessoas negativas




Sthephanie Gomes

Você pode até dizer que não se importa com as pessoas à sua volta, que gosta mesmo é de ficar sozinho e que os outros não afetam em nada a sua vida, mas a verdade é que a qualidade dos nossos relacionamentos tem relação direta com a nossa qualidade de vida.

Sim, as pessoas com quem você convive afetam quem você é, como se sente e como vive. Elas não têm o poder de te controlar e fazer suas escolhas, mas muito do que você aprende no dia a dia, as habilidades e características que desenvolve, as atividades que faz, as emoções que sente, as conversas que participa e o seu jeito de agir sofrem influência das pessoas com quem você passa mais tempo.

É por isso que viver rodeado de pessoas positivas nos faz tão bem, e também por isso que algumas pessoas nos deixam estressados e sem energia apenas por estarem presentes.

Todo mundo já conviveu, convive ou um dia vai ter que conviver com alguém que não transmite tantas coisas boas, ou que é “de lua” e difícil de lidar. Um chefe, alguém da família, um vizinho, um colega de trabalho ou até um amigo próximo de quem você gosta muito.

Nem sempre são pessoas ruins ou pessoas que querem fazer mal aos outros. Em alguns casos são apenas pessoas que se sentem desorientadas e agem de forma negativa para se protegerem. Talvez elas não saibam que existe outro caminho.

De forma consciente ou não, boa parte das pessoas negativas lutam insistentemente para incluir os outros em sua negatividade. Por isso não é fácil lidar com elas e não se deixar ser afetado.

Seria fácil resolver essa questão se não tivéssemos compromissos, obrigações e sentimentos que nos ligam a essas pessoas, era só mandá-las embora da nossa vida e pronto. 

Mas nem sempre podemos (ou queremos) simplesmente nos afastar delas. Nestes casos, a solução é ter consciência do que realmente significa essa negatividade, se proteger emocionalmente e agir da melhor forma possível para que elas não estraguem seus dias ou atrapalhem sua vida.

Quero compartilhar com vocês algumas formas de agir que aprendi convivendo com pessoas complicadas:

Antes de mais nada, veja se você mesmo não tem sido uma pessoa negativa e difícil de lidar. É fácil apontar o erro dos outros, mas resistimos em perceber o mesmo erro em nós mesmos. Talvez você não seja uma pessoa difícil ou extremamente negativa, mas tenha algumas atitudes que pode mudar para melhor. Comece por aí.

Lembre-se: as pessoas oferecem aos outros aquilo que têm dentro de si. O que elas demonstram e a forma como tratam os outros é exatamente a forma como se sentem e tratam a si mesmas. Não se culpe pelo mau humor e negatividade alheia, porque na maioria das vezes o problema está no interior da pessoa, não no exterior ou em você. Muitas vezes não há nada que você possa fazer para resolver esse problema, mas pode ajudar a pessoa a despertar coisas boas.

Então, incentive o outro a ver a vida por outro lado. Pode ser que essa pessoa tenha criado o hábito de reclamar, se irritar facilmente e falar sobre coisas ruins, e nunca imaginou que poderia ser diferente. Tente dar pequenos “toques” para ajudá-la a mudar de energia. Introduza assuntos positivos e compartilhe coisas que você aprendeu para ser uma pessoa mais calma e positiva. Retribua o mal com o bem. Nem sempre funciona, mas principalmente se é alguém que você gosta, vale a pena tentar.

Se a pessoa negativa for alguém da sua família ou uma pessoa de quem você não quer se afastar, o importante então é você ter consciência de que aquela pessoa é assim, entender que não é com você e aceitar isso sem absorver aquela energia. Lembre-se que você sabe que ela tem esse problema com ela mesma e tente não se sentir atacado ou provocado. Esse entendimento sobre o outro é fundamental para você lidar bem com uma pessoa que tem um comportamento negativo.

Imagine-se dentro de uma camada de proteção. Imagine uma luz branca, uma redoma ou uma bolha em volta de si que não deixa a negatividade entrar. Esse exercício de visualização vai ajudar você a se sentir protegido da energia negativa quando ela estiver sendo lançada a você.

Não entre no jogo. Algumas pessoas infelizmente vêem prazer em brigar, acham que a única forma de resolver problemas é na base da grosseria e querem colocar você dentro do jogo delas. Não reaja da mesma forma. Seja positivo, ou ao menos neutro. Não dê corda, porque muitas vezes tudo o que o outro quer é não ter que se enfocar sozinho, então faz tudo o que pode para te convencer a se enforcar junto dele.

Encontre formas de responder sem usar a mesma atitude da pessoa. Minha estratégia é nunca discutir. Eu evito muitas discussões deixando de lado a minha vontade de provar que estou certa, concordando de forma indiferente. Percebo que, quando faço isso, as pessoas briguentas geralmente não gostam, por isso acabam desistindo de me colocar no jogo delas.

Ignore o que pessoas negativas falam sobre você. Pode até não ser por maldade, mas pessoas negativas querem sempre colocar o outro no mesmo estado em que estão e para isso usam comentários depreciativos e críticas. Tenha consciência disso quando ouvir algum comentário ruim sobre você vindo dessas pessoas e saiba que eles são muito mais baseados na vontade da pessoa de te diminuir do que na forma como elas te vêem de verdade. 

Pessoas com baixa autoestima tentam diminuir a sua autoestima porque acham que isso vai aumentar a delas. Pessoas que não acreditam em seus sonhos vão querer fazer você não acreditar nos seus. Se quiser pedir a opinião de alguém, peça para pessoas que te incentivam a ir para frente.
“Pagar na mesma moeda significa se colocar no nível da crítica humilhante e tornar-se uno com a atmosfera negativa do outro.” – Livro O Poder do Subconsciente
Inclua mais pessoas positivas em seu círculo de relacionamentos. Se a maioria das pessoas com quem convive é negativa, talvez exista algo que você mesmo precisa mudar. Será que você está atraindo esse tipo de pessoa através de atitudes, pensamentos ou jeito de agir? 

Seja a pessoa que você quer ter por perto e busque por amizades e relacionamentos com quem te faz bem. Quando encontrar pessoas assim, mantenha-as por perto. Aproveite seu tempo livre com pessoas alegres, animadas e motivadas.

Se uma pessoa complicada já fez parte da sua vida algum dia, não guarde rancor dela. Por mais difícil que seja, pessoas difíceis nos ensinam muitas coisas e nos ajudam a crescer e nos tornar pessoas mais fortes.

Se tal pessoa não tivesse passado por sua vida e te atormentado por algum tempo, talvez você não saberia muitas coisas que sabe hoje, ou não teria desenvolvido habilidades que desenvolveu graças à insistência dela. Agradeça pelo aprendizado que elas te proporcionaram e deixe o que passou no passado.


Postado no Desassossegada


O que mais Eduardo Cunha tem que fazer para ser detido ?


Intocável


Paulo Nogueira

O que mais Eduardo Cunha tem que fazer para que o detenham?

Assaltar um banco à luz do sol? Bater na sogra no Dia das Sogras?

Um, dois, três, quatro, cinco depoimentos coincidem em acusá-lo de coisas pesadíssimas no terreno da corrupção.

Daqui a pouco não haverá mais dedos para fazer essa contagem macabra.

E o que se vê é Eduardo Cunha conspirando como se estivesse livre de qualquer suspeita.

Sabe-se que ele quer agora derrubar uma decisão, a um só tempo, do STF e de Dilma, a que vetou dinheiro de empresas nas campanhas.

Cunha tenta achar uma gambiarra que permita a manutenção dessa que é a fonte primária de corrupção no país.

Em qualquer situação, seria um acinte. Nas presentes circunstâncias, é um crime de lesa pátria.

Como sempre, ele legisla em causa própria. Cunha simplesmente não existiria sem os milhões que as empresas investem nele para que, no Congresso, defenda os interesses delas.

Ele se elege com este dinheiro e, como sua capacidade arrecadadora é enorme, ajuda a eleger outros políticos que comerão depois em sua mão.

Foi assim que virou presidente da Câmara.

Tantas evidências se acumulam contra ele e Cunha age como um Napoleão do Congresso, para vergonha do país.

Por que essa impunidade não termina?

Cunha simplesmente desmoraliza a tese de que o Brasil trava um combate épico contra a corrupção.

Ao contrário, ele reforça a suspeita de muitos de que este combate épico é seletivo, cínico e demagógico. É fácil engaiolar Dirceu, Genoíno, Vaccari. E virtualmente impossível dar o mesmo destino ao outro lado, mesmo com a folha corrida de um Eduardo Cunha

Fiz a pergunta que abre este artigo no Facebook: o que Cunha tem que fazer para responder por suas delinquências?

Uma resposta foi aplaudida por muitos internautas: filiar-se ao PT.

Parece que esta é uma condição na Lava Jato de Moro e da PF: ser do PT.
Rir ou chorar?

Os filósofos sempre recomendaram rir da miséria humana em vez de chorar.

Riamos, então, da miséria da Justiça brasileira.


Postado no Diário do Centro do Mundo em 30/09/2015


29 setembro 2015

Human : O que nos torna humanos ?



O que nos torna humanos?
 Será por que amamos, por que brigamos? Por que rimos? Choramos? 
Nossa curiosidade? A busca pela descoberta?


O cineasta Yann Arthus-Bertrand passou três anos viajando o mundo 
e conversando com pessoas para entender qual é a essência e o significado 
da vida humana. 

Esses anos foram transformados em um documentário emocionante chamado “HUMAN”.

Yann percorreu 60 países diferentes e conseguiu registrar
 histórias de vida de 2 mil mulheres e homens.

As pessoas me falaram de tudo; das dificuldades de crescer, do amor e da felicidade. Toda essa riqueza é o centro do filme HUMAN.

Esse filme representa todos os homens e mulheres que me confiaram suas historias. O filme se tornou um mensageiro de todos eles“, afirma Arthus-Bertrand.

O filme traz, também, imagens lindas. Veja em tela grande ! 









Vídeo lindo : Rodrigo Faro canta com a Mãe


Rodrigo Faro no programa Xuxa Meneghel




28 setembro 2015

Toda marca vem para nos transformar


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Marcela Alice Bianco

Quem nunca sentiu o ardido de um joelho ralado? Ou soprou um machucado pra sarar? No meu caso, se ainda hoje toco o queixo, sinto a cicatriz dos pontos que levei após uma queda brusca no corredor de casa porque sai correndo de meias. Motivo bobo, mas com consequências um pouco dolorosas, mesmo que momentaneamente e, que deixou uma pequena marca que já dura mais de 20 anos.

Dessas marcas tenho outras…ralados nos joelhos, arranhões da gata que me acompanhou durante a infância até a juventude, marca de vacina no braço, e por aí vai. Mas, para além dessas visíveis, carrego outras que ao longo da vida tem me transformado no que sou. 

Essas cicatrizes visíveis e invisíveis que carregamos no corpo e na alma fazem parte da história de todo ser humano. Como em um livro, elas contam sobre nossa biografia e sobre como nos esfolamos e nos calejamos na trajetória da vida. Também falam das alegrias que ficaram gravadas na memória e que nos edificaram e transformaram nos diversos momentos de metamorfoses que passamos. 

Como diz sabiamente o Psiquiatra Carlos Byington, “qualquer criança sadia logo descobre que o preço de aprender a caminhar é pago com quedas, dores e lágrimas.” E assim, desde os primeiros passos, vamos ganhando nossas marcas, mas também exploramos o mundo, adquirimos experiência e maturidade. 

É verdade que, às vezes, preferiríamos ter corpo e alma imaculados! Mas, se assim fosse permaneceríamos como verdadeiras lagartas rastejantes na busca devoradora pelo alimento, impedidos da liberdade do voo e da possibilidade de realizarmos nossa vocação e chamado de vida. 

Em uma linda passagem do livro A Virgem Grávida, Marion Woodman nos conta sobre o processo de metamorfose das lagartas em borboletas. Em um dos trechos ela diz:“…descobri que a borboleta é símbolo da alma humana. Também descobri que, em seus primeiros momentos do lado de fora da crisálida, a borboleta excreta uma gota de um fluido que se acumulou durante a fase de pupa. Essa gota é geralmente vermelha e às vezes pinga em seu primeiro voo. Simbolicamente, para que libertemos a nossa própria borboleta, também precisaremos sacrificar uma gota de sangue…” Nunca mais seremos os mesmos depois de uma marca! 

Tudo aquilo que fica registrado no corpo e na alma, de maneira consciente ou inconsciente nos molda, nos transforma, nos influencia e nos guia para a individuação.

Algumas marcas são comuns a todos nós. Elas fazem parte dos ritos de passagem que envolvem cada fase da vida. Afinal, não há quem não tenha acordado um dia com uma espinha no rosto ou quem envelheça sem rugas, não é mesmo?

Outras cicatrizes remetem momentos de profunda alegria e transformação, como a marca da cesárea que retrata a passagem da “filha/menina” para a “mãe/mulher”. Outras são como tatuagens, frutos de uma escolha pessoal, que revelam em sua imagem o símbolo de uma ideia, de um sentimento, de uma fase da vida, de um desejo, uma dor, um amor, uma amizade, uma conquista, ou algo com significado pessoal. 

Mas, existem às que são adquiridas brutalmente. Feridas visíveis e invisíveis provenientes dos traumas, dos abusos, das violências, das perdas, dos lutos e das mais diversas experiências dolorosas que podem inundar a alma humana. Elas podem se tornar verdadeiros cancros abertos que mutilam a personalidade verdadeira e nos transformam em pessoas desconfiadas, negativas, destrutivas, depressivas e desesperançadas. 

Há também àquelas que são vistas como verdadeiras deformidades, das quais preferimos nos esconder e ocultar do outro. Marcas que nos envergonham e limitam a entrega em relacionamentos e na intimidade. Essas, nos desafiam a superar as aparências e as projeções para que possa ocorrer uma entrega verdadeira. E assim, recebermos, através do amor e do afeto, o alento, o conforto e a aceitação tão necessária em nossa frágil existência humana. 

Mas, não podemos nos esquecer das marcas que nos protegem e que, assim como as vacinas, nos imunizam e nos fortalecem. Elas são deixadas pelo apego seguro dos nossos cuidadores, pelas boas lembranças, pelos momentos felizes, pelo amor, pelas cicatrizes cirúrgicas que salvam a vida e pelos obstáculos ultrapassados. Algumas podem até doer, mas nos transformam em pessoas melhores, mais resilientes e resistentes aos baques da vida. 

Feridos, marcados e cicatrizados, todos nós seguimos adiante com nosso processo de metamorfose. Morte e renascimento, este é o chamado da vida! Se o negarmos ou resistirmos a ele, a consequência será a fixação da personalidade, o adoecimento e a estagnação. Se seguirmos adiante, em algum momento encontraremos a cura e conseguiremos então libertar nossas asas e alçarmos voos rumo à realização. 



Marcela


Marcela Alice Bianco – Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Junguiana formada pela UFSCar. Especialista em Psicoterapia de Abordagem Junguiana associada à Técnicas de Trabalho Corporal pelo Sedes Sapientiae. CRP: 06/77338




Refletindo . . .











26 setembro 2015

Ser casca ou conteúdo : eis a questão !


Ser casca ou conteúdo: eis a questão!

Flávio Bastos

Com o evento da internet que aproximou as pessoas de uma forma global, as redes sociais tornaram-se veículos da exposição pessoal e do culto às aparências, onde a intimidade, em muitas situações, é revelada de forma caótica ao expor uma realidade carente de valores.

Numa interação onde quase tudo é possível, o fantasioso e o ilusório avançam conquistando mentes e esvaziando um conteúdo resultante de conhecimentos adquiridos a respeito de si mesmo, do outrem e do mundo à sua volta.

Essa lacuna elaborativa sobre a experiência vivencial - ou existencial - a partir do eu, cede lugar ao ego desprovido da capacidade de reflexão sobre as lições e possíveis aprendizados que a vida costuma oferecer a todos nós.

Nesta lógica, o narcisismo encontra terreno fértil e progride ao eleger a aparência ou a idolatria do corpo como "top model" da vitrine vital, que esconde em seus bastidores, um eu fragilizado, carente de valores que promovem o self, a essência.

Absolutamente nada contra a vaidade, que quando controlada num patamar consciente, faz bem à autoestima, portanto, à saúde física, mental, sexual e espiritual. 

O problema está na hipervalorização de si mesmo inserido no contexto vital repleto de situações reveladoras de fragilidades e limitações aptas a emergir à luz da consciência, mas que permanecem nas sombras da inconsciência pela sutil ação do mecanismo de autoboicote.

Quando privilegiamos as aparências, embora nossas "dores" continuem a incomodar internamente, é porque estamos desfocados de nós mesmos, à espera de que a ilusão nos conforte e alivie a sensação de sofrimento. 

Desconhecemos que a ilusão e o sofrimento são energias psíquicas codependentes e inseparáveis. E quando estamos desfocados dos significados da vida, a dimensão da matéria nos envolve e nos consome, pois encontramo-nos desconectados da essência, ou seja, do simples, belo e verdadeiro que visualizamos ao trilhar o caminho do autoconhecimento.

Neste sentido, após as sessões regressivas de memória, tenho observado como certas pessoas ficam atônitas com as revelações sobre si mesmas. Muitas custam a elaborar que foram atrizes ou atores no palco da vida, isto é, que representaram no culto às aparências e desperdiçaram um tempo precioso por não terem assumido um eu mais verdadeiro, ligado à essência.

O culto às aparências é um exemplo do vazio de valores que pode tornar-se a vida, quando o que mais importa são as disputas que ocorrem nos bastidores da sociedade, que aponta quem é o mais rico, bonito ou charmoso. Situação que promove a alienação a um alto grau de risco para quem se dedica aos jogos da futilidade e da ilusão.

Na busca de valores que cultuam as aparências ou disseminam a competitividade "no quem tem mais" ou "é o mais bem vestido e poderoso da festa", perdemos valioso tempo e fechamos os olhos para o despertar de nossas consciências na procura da felicidade possível.

Portanto, buscar a verdade a partir de si mesmo, é a orientação que flui naturalmente no alvorecer do milênio em curso. 

Basta, para isso, observarmos o confuso cenário nacional e internacional, onde a violência implícita e explícita chegou a um patamar alto. Realidade que vem despertando consciências no sentido do ser humano tornar-se um agente de mudanças num mundo em constante transformação.

"O Mito da Caverna", uma metáfora criada por Platão, é parte constituinte do livro VI de "A República" (obra em que o filósofo nos leva a refletir acerca dos princípios éticos, políticos, estéticos e jurídicos que seriam os pilares de uma sociedade ideal). A dicotomia realidade/aparência é o que veremos no texto "O Mito da Caverna e o Conhecimento que Liberta", de Tônia Amanda Paz dos Santos.

O senso comum é uma das formas de conhecimento primário do ser humano. Através de nossas experiências e tradições, buscamos elementos que expliquem a realidade. No entanto, é desejável que esta etapa seja superada, isto é, devemos desejar realizar a passagem gradativa do senso comum para um conhecimento mais racional, organizado e sistematizado, capaz de fornecer respostas cada vez mais elaboradas para os problemas cada vez mais complexos de nossa existência.

Quando nos acomodamos com as respostas prontas oferecidas pelo senso comum, alimentamos a nossa ignorância e acabamos correndo o risco de sermos facilmente iludidos e de nos tornar vítimas daqueles que detém o conhecimento e o utilizam como forma de submeter o outro. 

É o que acontece com as ideologias, que tem o poder de nos fazer aceitar mesmo falsas verdades que vão ao encontro (contra) aos nossos próprios interesses.

Por outro lado, quando temos a coragem de sair da zona de conforto, representada pela caverna, com todas as suas sombras, isto é, com todas as percepções que fazemos da realidade, podemos nos sentir perplexos diante da constatação de nossa própria ignorância. 

Por isso, a busca pelo conhecimento é, antes de tudo, uma atitude corajosa, afinal, quantos já não foram julgados e condenados por se negarem a sair de sua própria caverna?

Portanto, o desenvolvimento do pensamento crítico permite que adquiramos maior autonomia sobre decisões e atitudes tão necessárias em nossa interação com o mundo em que vivemos, ou seja, tornar-nos seres capazes de pensar por si próprios e não meros expectadores da vida.


Postado no Somos Todos Um


Neste domingo, 27 de Setembro, raríssimo eclipse total da Super Lua ; o próximo só em 2033



eclipse super lua setembro 27





Pausa para o amor



















Filme "Antes que termine o dia (If Only)"



Coisas que você pode fazer para melhorar a sua rotina



Stephanie Gomes

Você queria que sua rotina fosse diferente? Que tivesse um pouco mais de bom humor, coisas bonitas e empolgantes, risadas e momentos bons? Quem não queria, né?

Se você deseja uma mudança radical de estilo de vida para transformar sua rotina e já está colocando isso em prática, maravilha!

Mas pode ser também que você ainda esteja no processo de planejar e dar os primeiros passos, ou então esteja contente com a sua vida como ela é (melhor ainda!) e não queira necessariamente mudar, mas sim melhorá-la.

Seja qual for a sua situação, dá para começar a colocar em prática algumas atitudes que vão melhorar muito a sua rotina agora, no presente. Que tal colocar pelo menos uma delas em prática?

1) Comece o dia com atitude e pensamento positivo

Acorde calmamente e, antes de começar a reclamar por acordar cedo e ter que ir trabalhar de novo, espreguice-se para acordar o corpo aos poucos enquanto pensa em coisas positivas.

Você pode usar mantras, afirmações, pensar em seus objetivos, pensar no que te motiva, orar ou apenas conversar com você mesmo por alguns minutos.

2) Pare com a obsessão do relógio

Essa é uma dica que dou por experiência própria. Eu já sou muito ansiosa, e ainda tinha a péssima mania de olhar o relógio de 5 em 5 minutos para ver se o tempo passava logo. Óbvio que isso me deixava mais ansiosa ainda. Me forcei a parar com essa mania e percebi uma diferença gritante. Comecei a focar mais no que estava fazendo e meus dias começaram a fluir. Era uma mania muito boba, mas que me deixava irritada e agitada, além de atrapalhar muito as minhas tarefas.

3) Evite o drama

Confesse: você às vezes exagera. Eu confesso também. Muitas vezes a gente tem uma reação negativa totalmente desproporcional e, ao invés de resolvermos logo o problema, ficamos falando sobre ele, reclamando, remoendo e pensando no quanto ele nos chateou ou irritou. Da próxima vez que acontecer, analise sua reação e reflita se realmente precisa reagir de forma tão intensa. Não seja tão dramático.

Para problemas e situações indesejadas, a melhor atitude é ser sempre o mais prático possível e resolver sem complicar ainda mais.

4) Programe-se para fazer uma atividade que gosta todos os dias

Mesmo que não dê para fugir das obrigações e ter um dia só de atividades legais e prazerosas, faça questão de, pelo menos uma vez por dia fazer algo que você gosta, que te diverte e te deixa feliz. Não precisa ser nada elaborado, você pode assistir a um episódio de série, ouvir música, desenhar, fazer yoga, jogar video-game, dançar… o que quiser. 

Não se acomode na rotina porque se conformou que “rotina é uma coisa chata mesmo”. Todos os dias são importantes. Não deixe que nenhum deles passe sem momentos de alegria.

5) Converse todos os dias com pessoas que gosta de conversar

Relacionar-se com as pessoas é importante. É claro que você não precisa forçar isso, nem fazer por obrigação, mas procure manter contato com pessoas que você gosta de conversar e com quem se sente à vontade para falar sobre o que quiser. 

Uma conversa pode render boas risadas, desabafos, lições que você precisava ouvir… Converse um pouco todos os dias. E antes que me pergunte: sim, pode ser por whatsapp. Mas procure equilibrar isso e de vez em quando ter contato de verdade com as pessoas. Faz bem.

6) Celebre as pequenas coisas boas e veja o lado bom das ruins

Sempre dá pra encontrar algo de positivo nas situações ruins do dia a dia. Vou dar um exemplo pessoal: semana passada eu deixei meu celular cair no chão e quando o peguei vi que a tela estava toda estraçalhada. Minha primeira reação foi começar a falar “não acredito, não acredito, não acredito”. Fiquei muito chateada. Normal, afinal eu gostava do celular e não queria gastar dinheiro com isso agora, mas tive que comprar outro.

Depois de um tempinho fui pro computador escrever pro blog e não conseguia me concentrar, ainda estava pensando no estrago que fiz no celular e no dinheiro que tive que gastar em um novo. Então parei, respirei fundo e comecei a pensar: ok, não é tão ruim assim. Esse celular já estava com alguns problemas e eu já sabia que ia ter que comprar um novo daqui a alguns meses de qualquer forma. Só tive que adiantar isso, então tudo bem. Sem drama. 

Aproveitei para expressar gratidão por ter condições de comprar outro celular, respirei fundo e voltei ao normal.

7) Encontre formas de se organizar melhor

Fazer uma lista das coisas que precisa fazer no dia, manter a mesa de trabalho organizada e limpa, ser pontual, ter um caderno de anotações… existem muitas formas simples de organizar melhor o seu dia a dia e tornar as coisas mais fáceis e agradáveis. 

Veja o que funciona melhor para você e organize-se. As coisas fluem melhor quando organizadas, e os bloqueios e a pressa – grandes causadores de stress – diminuem.

8) Coma saudavelmente

Sabe aquela sensação boa que dá quando você toma um café da manhã super saudável ou almoça um prato bem colorido? Além de fazer você se sentir “orgulhoso” por estar cuidando de si e da sua saúde, alimentar-se de forma leve e saudável te deixa muito mais disposto.

9) Seja gentil

Ser gentil com as pessoas faz você se sentir melhor com você mesmo. Não acredita? Tente! Energia positiva gera energia positiva – assim como energia negativa gera energia negativa. Praticar pequenas gentilezas é uma ação simples que vai fazer você se sentir muito melhor com você mesmo e com a vida.

10) Aproveite melhor seu tempo livre

Você realmente gosta das coisas que faz no seu tempo livre ou apenas as faz porque é mais fácil e dá menos trabalho começar? 

Pegue aquelas coisas que você vive dizendo que não tem tempo para fazer e substitua o que está fazendo no seu tempo livre por elas! 

Se você tem tempo para o Facebook, tem tempo para fazer as coisas que não faz por falta de tempo. Aproveite melhor as oportunidades que você tem de escolher fazer o que quiser!

11) Faça algo pelos seus sonhos e objetivos todos os dias

Mesmo que seja um pequeno passo, um pequeno detalhe, uma pequena ação. Todos os dias faça alguma coisa por aquilo que você sonha conquistar. Você estará fazendo algo que importa para você, então será um momento de prazer, dedicação e aprendizado. Além disso, quando perceber, já terá feito muito pelo seu objetivo e estará bem mais perto de realizá-lo do que quando começou.


Postado no Desassossegada


24 setembro 2015

O que você faria se fosse jovem outra vez ?





Uma marca inglesa de cosméticos fez uma pesquisa com mulheres perguntando sobre seu estilo de vida. A resposta foi assustadora:

Quase metade disse que se sentia moderada ou extremamente estressada e 40% delas relataram que tinham a sensação de estar prestes a explodir.

Baseado nesse resultado, o grupo iniciou uma ação chamada “Let Go”, (ou, em tradução livre, Deixe ir). 


" Nós não estamos surpresos (com o resultado do estudo), nós sentimos isso também. Do nosso cotidiano interminável de “fazer listas de coisas a fazer” à pressão que a mídia coloca para ser a “mulher perfeita ".


O vídeo, emocionante, reúne mulheres mais velhas comentando o mundo atual e dizendo o que fariam se fossem mais jovens.





Postado no Yogui


Da insatisfação à gratidão




Como deixar de ser uma pessoa insatisfeita e reclamona e tornar-se alguém grato e contente com a vida que tem?

O segredo é muito mais simples do que você imagina.

Contei em vídeo como essa mudança aconteceu comigo e expliquei como é fácil começar.






Postado no Desassossegada



Repita, Sofhie, repita mil vezes o que você escreveu ao Papa


sophie

Fernando Brito

Muitos devem ter visto ontem a menina Sophie Cruz, que entregou ao Papa Francisco uma carta sobre a situação dos imigrantes nos EUA.

Viram como o Papa a chamou, depois que ela venceu a grade que separava a multidão da pista por onde ele desfilava em carro aberto.

Devem ter lido, mas fui buscar o vídeo da Univision onde ela repete, bem decorado, o texto de sua carta.

Decorado, sim, mas muito bem esperta a menina, como se pode ver na matéria completa da repórter Maria Antonieta Collins, daquela emissora (o vídeo da entrevista de Sophie, aqui, já no ponto).

Já ouvi alguns imbecis dizendo que a garota apenas repete o que escreveram para ela, os mesmo imbecis que acham o máximo que os figurões leiam no teleprompter seus textos escritos por marqueteiros.

Garanto que iam achar “bonitinho” se Sophie cantasse do início ao fim uma música em inglês e imitasse alguma apresentadora de televisão.

Que repita, porque é verdade e é uma dura verdade que todos os que discriminam imigrantes deveriam ouvir.

Sophie tem razões para ter medo que deportem seus pais, que vivem e trabalham há dez anos nos EUA, como milhões de “chicanos”, forma depreciativa com que chamam aos mexicanos e, por extensão, aos latinos de pele morena que vão ajudar a fazer a riqueza americana.

Repita, Sophie, repita, repita até que o que você diz seja ouvido pela gente de coração frio.





Postado no Tijolaço em 24/09/2015

19 setembro 2015

Deus sempre diz sim !




Os hindus dizem que “Deus sempre diz sim” porque não deseja 
que nos tornemos mentirosos.

Então se eu acredito que não sou digna e nem 
merecedora de ter uma vida confortável: 
Deus diz sim!

Então se eu acredito que não mereço ter um relacionamento afetivo maravilhoso, é exatamente isso que estamos pensando quando um 
homem ou uma mulher que acreditamos ser o máximo e nos dizemos: 
Não é muita areia pro meu caminhãozinho? 
Deus diz sim!

Então se acreditamos que nossa família é um problema,
Deus diz sim!

Então se achamos que nosso trabalho é cansativo e não nos 
remunera como merecíamos ser remunerado,
Deus diz sim!

Então se acreditamos que um dia de chuva é um péssimo dia, 
Deus diz sim!

Então se acreditamos que as segundas feiras são péssimas,
Deus diz sim!

Então se acreditamos que a vida é feita de sacrifício,
Deus diz sim!

Então se acreditamos que nossos filhos só nos trazem problemas, 
Deus diz sim!

Então se acreditamos que não temos sorte e que tudo de 
ruim acontece conosco, 
Deus diz sim!

Então se acreditamos que somos vitimas do mundo, 
uns pobres coitados manipulados, 
Deus diz sim!

Mas Deus também diz sim
quando acreditamos somos dignos e merecedores do melhor.

Deus diz sim, 
quando achamos que somos o máximo.

Deus diz sim, 
quando achamos que temos filhos maravilhosos.

Deus diz sim, 
quando acreditamos em nossa cura.

Deus diz sim, 
quando achamos que teremos uma vida alegre e cheia de prazeres.

Deus diz sim, 
quando resolvemos ter a vida que sempre sonhamos.

Deus diz sim, 
quando acreditamos que merecemos mais do que relacionamentos superficiais, merecemos cumplicidade, companheirismo e amor.

Deus diz sim, 
quando acreditamos na vida e em todo o seu processo.

Deus diz sim, 
quando acreditamos que todos os dias são bons.

Deus diz sim, 
quando acreditamos em uma vida cheia de gratas surpresas, 
e transbordando de gratidão.

Deus diz sim, 
quando acreditamos que merecemos ser amados na mesma 
proporção que amamos.

Deus está sempre nos dizendo sim. 
Seja o que for que venhamos a acreditar. 

Para o que Deus está dizendo sim hoje em sua vida?


Postado no Sábias Palavras


Acredite na bondade




Você acredita que os pequenos gestos podem mudar o mundo? Acha que apenas grandes atos são determinantes para deixar sua marca na história? Todos queremos ser lembrados de alguma maneira, mas passamos muito tempo criticando os outros ou culpando a política por as coisas serem como são. Muitas vezes nos esquecemos que qualquer mudança deve começar primeiro em nós mesmos. Nós podemos sim ser lembrados, talvez não por muitos, mas nossas boas ações podem fazer de nós heróis anônimos.

Pequenos gestos de carinho, gentileza e honestidade no dia a dia nos fazem perceber que ainda há muitas pessoas que cuidam e se importam com o próximo. Em um mundo com tantos problemas e carente de mais boas ações, às vezes esquecemos que os bons são a maioria. As boas atitudes devem ser valorizadas e colocadas em prática rotineiramente, como reflexo da generosidade em nossos corações e da educação que recebemos.

Esse vídeo nos ensina que fazer o bem não nos torna mais ricos, não recebemos nada em troca, não aparecemos na TV, não teremos fama. O que ganhamos são emoções e sentimentos, que podem deixar nossa vida mais feliz e fazer a diferença no universo particular de cada um que recebe nossas boas ações.




O Quarto Poder : "Não quero preto e nem desdentado no Jornal Nacional", ordem de Roberto Marinho !






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