12 fevereiro 2016

Focarmos na alegria, uma escolha de vida




Isha

Já notou quão fácil é nos focarmos naquilo que nos faz sentir cabisbaixo, denso, com aparência deprimida? E por que é assim? Apenas porque nos afastamos do natural. O que é a depressão? O oposto da expressão.

Então, em que você se focará de acordo com o resultado que queira alcançar? O que temos que fazer primeiro é começar a nos focarmos na alegria – na beleza, na inocência, na apreciação, no amor e na gratidão presentes em cada momento. Já não é hora de que tenhamos um pouco mais disso?


Como se expressa a alegria? Isto é o mais maravilhoso da alegria: não tem um formato fixo. Sua forma é uma vibração de vazio. A alegria é como uma cachoeira de montanha: suas bolhas efervescentes, surgindo eternamente de suas profundidades. Sua espontaneidade constante nutre e refresca, flui e preenche.

A alegria não busca o que está mal, não critica o externo indo atrás de um culpado para suas sentenças e predicamentos. Se o fizesse, suas águas logo estancariam, descolorando-se e ficando sem vida.

A alegria está aberta ao amor e a ser esse amor, não tem uma ideia preconcebida de como deve ser o amor e a quem se deve dar. Em lugar de esperar a plenitude externa – o prazer, a seguinte novidade para consumir ou o novo jogo – converta-se nessa alegria. Logo se mova ao mundo para compartilhá-la com a humanidade.

A alegria vive no momento presente, assim que deixe de vagar no passado e no futuro – que já tiveram bastante de seu tempo, verdade? É o momento de pôr atenção ao aqui e agora – ao presente, onde a vida realmente está acontecendo, um pouco da atenção que se merece.

Aos adultos, as crianças levam vantagem na área da felicidade – elas se aproximam de tudo como se fosse a primeira vez, completamente livres do que tenha acontecido anteriormente. Veem a magia e a maravilha em todas as partes. Imagine que alívio seria voltar a esse estado?

Quando eu era criança, apenas era. Eu não me observava, nem media as reações dos que me rodeavam, não estava tratando de manipular, nem de seduzir ou controlar de nenhuma maneira. Ser já era suficiente. Não tinha nem ideia do que significava ser ridículo ou ser sério: se era feliz, ria e se estava triste, chorava, não questionava minhas ações, apenas era. Eu era o estado de ser, sendo.

Carregando a bagagem acumulada durante a idade adulta, com as opiniões, temores e percepções distorcidas, perdemos a espontaneidade.

À medida que avança em sua vida diária, você pode continuamente limpar o quadro de sua mente e ver as coisas como as veria uma criança, sem expectativas nem recriminações.

Trate de ver a cada pessoa como nova. Quando um mendigo vem lhe pedir uma moeda, dê-lhe um sorriso em lugar de sua rejeição habitual – talvez fosse isso a única coisa que ele realmente quisesse. Quando sua sogra tediosa lhe telefona, não responda antecipando suas queixas e reprimendas. Quanto seu chefe lhe chama à sua sala, não espere de forma automática que seja para castigar-lhe, talvez queira lhe dar um aumento de salário!

Sempre estamos alertas, esperando que algo saia mal. Ao invés disso, adote a inocência vazia e espontânea de uma criança: abra-se a receber com alegria.

Uma das coisas mais tristes da sociedade moderna é que levamos as coisas muito a sério. Nos sentimos impulsionados a cumprir com o que “deveríamos” ser, com o que acreditamos que o mundo espera de nós.

Pensamos: “não seja ridículo”,”não fale sem que te perguntem”, “não seja imaturo”,”não diga o que realmente tem na mente”, “o que pensarão?” O autocontrole e a autocrítica se converteram em nossa forma de vida e esgotam nossa capacidade de jogar e de livre expressão.

Temos que aprender novamente a fluir desde o coração: permitir nos vermos ridículos, dançar livremente, parar e recordarmos que a vida se trata de risada e alegria descontraída. Experimente, talvez você goste.


Postado no Clube STUM


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