14 junho 2018

Carta de Juan Grabois mostra a grandesa humana do Papa Francisco e a inocência de Lula


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Depois de ser barrado pela polícia estilo gestapo de Sérgio Moro, composta por policiais e “profissionais”, que taciturnos e obedientes omissos à injustiça oriunda dos porões do imperialismo golpista, assassino de inocências, contribuíram para o vexame de impedir uma visita humanitária de um dos homens mais queridos e honrados pelo Papa Francisco, o advogado e intelectual argentino Juan Grabois.

Na carta que Grabois escreve a Lula jorra o espírito do respeito, do amor e consideração pelo maior líder brasileiro, odiado e trancafiado imerecidamente pelo seviçal e boçal dos interesses opressores inteternacionais, Sérgio Moro.

Na carta de Juan explodem flores no jardim humano de compaixão da admiração do Papa por Lula. Também o carinho e admiração do próprio conselheiro de Francisco.

O texto reclama que um gesto de quem queria apenas visitar e rezar com o líder amado por todo o mundo causasse tanta celeuma, mentiras, fake news, injustiças e a famosa jogatina noticialesca também praticada por um órgão do Vaticano, a Vatican News.

Porém, é bom que se afirme que a visita barrada de Juan Grabois mexe fortemente nas injustiças praticadas pela boçalidade da lava jato, por todo o judiciário brasileiro, omisso, covarde, mentiroso e conivente com a injustiça que Lula e o povo braseileiro sofrem.

A negativa dolorosa e sem vergonha sofridas por Grabois estampa na cara do mundo a divisão altamente pecaminosa dos donos da Cúria Romana no Vaticano, suspeitos do assassinato do Papa Sorriso, João Paulo I, morto envendenado em pleno sono, dos males feitos pelo pontificado de João Paulo II e das perseguições que o próprio Papa Francisco sofre por optar, por fé e amor, pela defesa da Pátria Grande, a América Latina, em cujo Continente se pratica, desde as invasões coloniais erupeias, as maiores atrocidades contra nossos nativos e, agora, o massacre dos trabalhadores e dos pobres.

Leia abaixo a carta de Juan Grabois publicada na sua conta no Facebook dirigida ao ex presidente Lula, a quem o emissor admira com afeto e carinho.


Querido Lula:

Ontem eu saí do Brasil muito angustiado. Como sabes, impediram-me de te visitar de forma injustificada, arbitrária e mal-educada. Depois, visitei os meus irmãos e irmãs provadores, carrinheiros, camponeses, favelados, professores, servidores públicos, operários e integrantes de diversas pastorais. Pude sentir a dor do seu povo, partilhar a sua impotência perante a injustiça, a sua revolta perante a perseguição do seu máximo dirigente. Notei também a enorme deterioração institucional, social e política que o Brasil sofre por causa da ambição de poucos que concentram o poder e impedem que as diferenças se apaziguamento nos quadros da democracia.

O drink mais amargo, porém, me esperava no aeroporto de Curitiba. Foi aí que soube que estavas a ser atacado nos meios de comunicação social e redes sociais. Dizem que mentiu sobre o Rosário enviado pelo Papa Francisco. Acontece que tu, preso e incomunicável, também mentem! Com espanto vi que os seus inquisidores indicavam que a fonte da sua calúnia era o próprio Vaticano. Maior foi a minha surpresa quando confirmei que numa página da internet chamada Vatican News tinham publicado um texto em português agressivo, cheio de imprecisões e erros de redação.

A comunicação desta página não pode ser considerada oficial, mas, com efeito, trata-se de um local dependente do secretariado de comunicação do Vaticano. Enquanto Lia, não podia sair do meu espanto. Evidentemente, um editor desse site, sabe Deus com que intenção ou a pedido de quem, quis causar um tumulto e conseguiu. Quando pude reclamar com os superiores, a nota foi removida do site e substituída por uma adequada, mas o dano já estava feito. Infelizmente, os meios que espalharam até o paroxismo a suposta desmentida alegria não visualizaram a nova nota com a informação correcta. Será que vivemos na era da pós-verdade?

Nunca revelei o conteúdo de um encontro com o Papa Francisco porque sou leal, o respeito e admiro muito. Além disso, sei que o seu apoio aos movimentos sociais e aos pobres lhe traz mais do que uma dor de cabeça. Como sabes, ele também sofre o ataque sistemático dos fariseus e herodianos dos nossos tempos. No entanto, tendo em conta as circunstâncias, sinto-me na obrigação de te contar como foram as coisas. Em meados de maio estive no Vaticano para visitar o Papa Francisco, que me honra com uma amizade que não mereço, ama a pátria grande e – como ele mesmo indicou – está preocupado com a situação actual.

Como sabes, é muito claro e frontal, não precisa de porta-vozes e eu nunca quis ser. Sofro muito quando a mídia me coloca nesse lugar. Eu apenas tento ajudar no diálogo com os movimentos sociais, algo que tenho feito desde que nos conhecemos em Buenos Aires, há mais de dez anos, lutando por uma sociedade sem escravos nem excluídos. Neste momento, colaboro com o dicastério para a promoção do desenvolvimento humano integral que preside o cardeal Peter Turkson com quem organizamos os três encontros mundiais de movimentos populares e outras atividades para promover o acesso à terra, ao teto e ao trabalho como direitos essenciais.

Por esses dias de maio, meus amigos dos movimentos populares do Brasil me ofereceram a possibilidade de te visitar. Fiquei muito satisfeito porque admiro o que fizeste como presidente pelos mais pobres e tenho a certeza de que és alvo de uma perseguição política, tal como Nelson Mandela e tantos outros dirigentes políticos na história recente. Aproveitei, então, aquela visita ao Vaticano para conversar com o papa sobre a situação e pedir-lhe um rosário abençoado para te levar a ti. Assim foi. É incrível que um gesto tão simples de solidariedade e proximidade do papa, um objeto que serve para rezar, gere tantos problemas, mas não é a primeira vez e o Vatican News é responsável por ter permitido que se publique essa nota tão inapropriada e falta de profissionalismo. O seu responsável pediu-me perdão e perdoo-lhe, porque todos podemos cometer erros. Mas também sei que houve danos graves.

Também quero esclarecer que, quando me negaram ver-te, pedi aos teus colaboradores que te levassem o Rosário, exportando expressamente que vinha da parte do papa com a sua bênção. Por esse motivo, o que eles afirmaram na sua conta do Facebook – erroneamente denunciada de fake news e ameaçada com a censura – é simplesmente o que eu lhes disse: a verdade. Entrego esta carta aos teus colaboradores com a autorização expressa de que a postem se lhes serve para amenizar o dano causado, embora temo que aqueles que odeiam esse operário que tirou da fome a quarenta milhões de excluídos e colocou de pé a América Latina em frente aos seus colaboradores. Os poderes globais não vão dizer a verdade.

Te peço perdão pelo que aconteceu e te deixo um abraço fraterno, Latino-Americano e solidário.

Rezo pela tua liberdade, o teu povo e a nossa pátria grande.

Juan Grabois


Postado em Cartas Proféticas em 13/06/2018



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